Fique tranquilo, não se trata de mais um especial do Rei, e sim de um final de semana repleto de emoções. E das fortes.
Acho que passei por um bom teste cardíaco, provocando ao extremo a capacidade do bom e velho coração.
Pra quem não sabe, no último sábado foi a formatura de mais uma turma de publicidade das Estácio de Sá Santa Catarina. Uma turma muito especial.
E eu fui o Paraninfo. E entre os alunos estava a Dani, minha filha.
Após pausas estratégicas e goles salvadores de água, consegui chegar ao final do discurso. Eu gostei. Ela gostou. Muita gente se emocionou.
Aos novos publicitários, mais umas palavrinhas: vocês são incríveis. Vocês serão inesquecíveis.
08 março 2010
24 fevereiro 2010
Onde estão as ideias?
Vale a pena repercurtir a aula de hoje. Foi na Estácio, turma da quinta fase, disciplina de Redação Publicitária III. O assunto: de onde saem as ideias que geram roteiros geniais.
O papo foi bom, eu gostei. Chegamos à conclusão de que as grandes ideias nascem lá fora, nas ruas, nas casas, nos ônibus, em elevadores cheios. Cheios de gente, de pessoas. Isso mesmo, as grandes ideias nascem das vidas das pessoas.
Por isso é importante sair, olhar, observar a vida. Sim, é difícil acreditar, mas existe vida além do umbigo do publicitário.
Será coincidência que as grandes ideias sejam tão simples e mostrem pedaços da vida? Que brinquem com situações do cotidiano? Que as pessoas se identifiquem com elas?
Então, se você está começando na profissão, ou tem um briefing pra resolver na faculdade, pare de olhar para a tela em branco do Word. Saia pra rua. Converse com o porteiro do prédio, passe na padaria e peça um café, escute a conversa das pessoas, pegue um ônibus com os ouvidos alertas. Viva!
Geralmente as soluções estão lá no público-alvo. Nas suas vidas, nos seus comportamentos. Nas suas necessidades. Nos seus sonhos.
Pode parecer brincadeira, mas quem cria os melhores comerciais são os próprios consumidores.
O papo foi bom, eu gostei. Chegamos à conclusão de que as grandes ideias nascem lá fora, nas ruas, nas casas, nos ônibus, em elevadores cheios. Cheios de gente, de pessoas. Isso mesmo, as grandes ideias nascem das vidas das pessoas.
Por isso é importante sair, olhar, observar a vida. Sim, é difícil acreditar, mas existe vida além do umbigo do publicitário.
Será coincidência que as grandes ideias sejam tão simples e mostrem pedaços da vida? Que brinquem com situações do cotidiano? Que as pessoas se identifiquem com elas?
Então, se você está começando na profissão, ou tem um briefing pra resolver na faculdade, pare de olhar para a tela em branco do Word. Saia pra rua. Converse com o porteiro do prédio, passe na padaria e peça um café, escute a conversa das pessoas, pegue um ônibus com os ouvidos alertas. Viva!
Geralmente as soluções estão lá no público-alvo. Nas suas vidas, nos seus comportamentos. Nas suas necessidades. Nos seus sonhos.
Pode parecer brincadeira, mas quem cria os melhores comerciais são os próprios consumidores.
08 fevereiro 2010
Quando a família aumenta
É uma alegria quando a família aumenta.
É uma alegria quando a gente pensa que tem um cachorro abandonado a menos nas ruas de Floripa – e, especialmente, nos Ingleses.
É uma alegria quando a gente pensa que este cachorro a menos nas ruas tem apenas 2 meses de idade. E, mais, é uma cachorinha.
Agora, imagine uma alegria multiplicada, quando a gente junta essas pequenas – e tão grandes – alegrias.
Pois é, esta aí da foto é a Nina. Ganhou nome e uma família no sábado passado, quando veio morar junto com a Lua e a Belinha, lá na Palermolândia, nos Ingleses.
Menos um cachorro nas ruas. Mais um latido feliz pra me receber todos os finais de dia no portão de casa.
Enquanto nosso re-eleito prefeito afirma que não temos cachorros abandonados em Floripa, a gente pode ficar tentando resolver este problemão, fazendo o que a Prefeitura não faz: tirando os cachorros das ruas.
26 janeiro 2010
Pensar para criar
Em novembro de 2008, escrevi um post aqui que terminava assim: “a palavra pensada é mais certeira, vai direto ao coração”.
Por que reeditei esta frase? Porque o tempo passou, mas ela continua valendo.
Por exemplo, estou criando um conceito para um cliente. Hoje, extraordinariamente, trabalho em casa. Estava com o Word aberto em uma maldita e desafiadora página em branco há exatas duas horas. Nem uma palavra escrita, nem uma mísera sílaba.
Os olhos fixos no branco luminoso da tela. Minha cabeça viajando pela história do cliente, pela missão da empresa, pelos objetivos de comunicação, pelo público-alvo, e seus sonhos e suas angústias.
No Word, ainda nenhuma palavra. Mas na cabeça, discursos inteiros com direito a exórdio, narração provas e tals. Levantei pra tomar uma água. Na volta passei por um espelho. Olhei meu reflexo. Sorri pra mim, até para desfazer a cara de preocupação que eu vestia.
O sorriso no espelho foi a luz salvadora. O click que faltava para alinhar todas as palavras mentais e começar a despejá-las, letra por letra, concretizando-as por meio do teclado.
O resultado foi um conceito simples, que, ironicamente, para os desavisados pode parecer a primeira ideia, tamanha ingenuidade e simplicidade do raciocínio. É destes conceitos que eu gosto. São estes que eu persigo. E raramente alcanço.
Pensar muito ainda é a melhor maneira de escrever pouco. Só o essencial. Simples assim. Assustadoramente simples assim.
Por que reeditei esta frase? Porque o tempo passou, mas ela continua valendo.
Por exemplo, estou criando um conceito para um cliente. Hoje, extraordinariamente, trabalho em casa. Estava com o Word aberto em uma maldita e desafiadora página em branco há exatas duas horas. Nem uma palavra escrita, nem uma mísera sílaba.
Os olhos fixos no branco luminoso da tela. Minha cabeça viajando pela história do cliente, pela missão da empresa, pelos objetivos de comunicação, pelo público-alvo, e seus sonhos e suas angústias.
No Word, ainda nenhuma palavra. Mas na cabeça, discursos inteiros com direito a exórdio, narração provas e tals. Levantei pra tomar uma água. Na volta passei por um espelho. Olhei meu reflexo. Sorri pra mim, até para desfazer a cara de preocupação que eu vestia.
O sorriso no espelho foi a luz salvadora. O click que faltava para alinhar todas as palavras mentais e começar a despejá-las, letra por letra, concretizando-as por meio do teclado.
O resultado foi um conceito simples, que, ironicamente, para os desavisados pode parecer a primeira ideia, tamanha ingenuidade e simplicidade do raciocínio. É destes conceitos que eu gosto. São estes que eu persigo. E raramente alcanço.
Pensar muito ainda é a melhor maneira de escrever pouco. Só o essencial. Simples assim. Assustadoramente simples assim.
25 janeiro 2010
O desafio da internet
Não. Este blog não morreu. Apenas resolvi dedicar os dias iniciais do ano a dois projetos diferentes: dez dias de folga total e mais dez dias dedicados ao livro sobre propaganda que estou tentando escrever.
Resultado: hoje já é 25 de janeiro. E este recém é o primeiro post de 2010.
Enquanto isso, na DBS, entramos em 2010 com muito otimismo. Em fevereiro vamos lançar um novo produto da agência: a gestão da comunicação de marcas nas redes sociais. E já começaremos atendendo a duas belas marcas.
Diante dos desafios deste projeto, só posso reconhecer que os dois anos de trabalho na Talk Interactive foram um grande aprendizado.
A internet e suas múltiplas possibilidades tem se mostrado realmente fantástica. Há muito a web deixou de ser um canal elitista, apresentando uma penetração considerável também nas classes C e D. Neste ponto, as lan houses, mal vistas por muita gente, cumprem um importante papel de inclusão digital da população brasileira.
Voltarei a este assunto.
Resultado: hoje já é 25 de janeiro. E este recém é o primeiro post de 2010.
Enquanto isso, na DBS, entramos em 2010 com muito otimismo. Em fevereiro vamos lançar um novo produto da agência: a gestão da comunicação de marcas nas redes sociais. E já começaremos atendendo a duas belas marcas.
Diante dos desafios deste projeto, só posso reconhecer que os dois anos de trabalho na Talk Interactive foram um grande aprendizado.
A internet e suas múltiplas possibilidades tem se mostrado realmente fantástica. Há muito a web deixou de ser um canal elitista, apresentando uma penetração considerável também nas classes C e D. Neste ponto, as lan houses, mal vistas por muita gente, cumprem um importante papel de inclusão digital da população brasileira.
Voltarei a este assunto.
31 dezembro 2009
2010 DEZ PRA VOCÊ

Escrever uma mensagem de final (ou início?) de ano é mais ou menos como criar um anúncio. Tem momentos em que não adianta você tentar um contorcionismo criativo qualquer, procurando frases de efeito, títulos inéditos ou ideias visuais pretensamente revolucionárias. Em certas ocasiões, o briefing pede mesmo é um bom feijão com arroz. Não tem erro e mata a fome. Então, um Feliz Ano Novo para você e todos outros quatro, ou pouco mais, leitores deste Blog.
Quanto a mim, já decidi. Vou esperar a meia noite vestido de amarelo. Cansei de pedir a paz mundial com roupas brancas. Passo essa tarefa para o Obama, afinal é ele o Nobel da Paz e não eu. Agora eu quero é dinheiro no bolso. E viva a Megasena da Virada.
21 dezembro 2009
Mezzo a mezzo

Saí cedo da agência. Já estou em férias na Estácio e Univali. Resumo: sobrou um tempinho para um post.
Quero escrever, mas ainda estou em busca de um bom assunto. Nesta semana escutei no rádio um pedaço de uma palestra de autoajuda. Já contei pra vocês que sou viciado em rádio AM?
Pois é, tentei gravar duas frases que dariam um belo post, mas esqueci das benditas palavras.
Outro dia, uma menina passeando com seu cãozinho também me despertou uma idéia para um post. A cena foi simples: o cachorrinho fazendo coco, e ela com um saquinho plástico nas mãos. Reduzi a velocidade, estava passando no carro, e achei legal aquilo. O cachorrinho fez o coco e ela recolheu no saquinho plástico. Meu carro já estava quase deixando a cena pra trás, mas ainda deu pra ver direitinho: ela pegou o saco plástico com o coco dentro, deu um nó fechando o saco e... jogou o saco na calçada.
Dá pra entender?
Pois é, mas nao escrevi o post. Deixei para hoje.
Hoje é segunda-feira. Há algumas horas já é verão. Estou nos Ingleses e pedi uma pizza. Meia marguerita, meia toscana. Era um banal pedido de pizza, mas não consegui me decidir pelo sabor. Na dúvida, pedi dois.
As coisas são assim mesmo. A gente vive adiando as decisões, vive querendo experimentar os dois sabores. Medo de escolher? Já escrevi aqui um dia desses, replicando uma frase ouvida por aí, que a cada escolha corresponde uma renúncia.
Decidir. Por que é tão difícil decidir?
E por que é tão mais fácil pedir meia marguerita, meia toscana?
Vou lá, a pizza está esfriando.
Quero escrever, mas ainda estou em busca de um bom assunto. Nesta semana escutei no rádio um pedaço de uma palestra de autoajuda. Já contei pra vocês que sou viciado em rádio AM?
Pois é, tentei gravar duas frases que dariam um belo post, mas esqueci das benditas palavras.
Outro dia, uma menina passeando com seu cãozinho também me despertou uma idéia para um post. A cena foi simples: o cachorrinho fazendo coco, e ela com um saquinho plástico nas mãos. Reduzi a velocidade, estava passando no carro, e achei legal aquilo. O cachorrinho fez o coco e ela recolheu no saquinho plástico. Meu carro já estava quase deixando a cena pra trás, mas ainda deu pra ver direitinho: ela pegou o saco plástico com o coco dentro, deu um nó fechando o saco e... jogou o saco na calçada.
Dá pra entender?
Pois é, mas nao escrevi o post. Deixei para hoje.
Hoje é segunda-feira. Há algumas horas já é verão. Estou nos Ingleses e pedi uma pizza. Meia marguerita, meia toscana. Era um banal pedido de pizza, mas não consegui me decidir pelo sabor. Na dúvida, pedi dois.
As coisas são assim mesmo. A gente vive adiando as decisões, vive querendo experimentar os dois sabores. Medo de escolher? Já escrevi aqui um dia desses, replicando uma frase ouvida por aí, que a cada escolha corresponde uma renúncia.
Decidir. Por que é tão difícil decidir?
E por que é tão mais fácil pedir meia marguerita, meia toscana?
Vou lá, a pizza está esfriando.
14 dezembro 2009
A falta de foco.
Passado um periodo de 35 bancas de TCC, ou seja, vivi a experiência de ler 35 monografias em duas semanas,não posso me queixar. Li e aprendi sobre QR Code (outra hora explico bem o que é isso), design de embalagem, formação da imagem do político, evolução do texto publicitário, o humor no texto publicitário, o mercado de luxo das pet shops, merchandising no BBB, mídias sociais nas agências de Floripa, e até a persuasão da menina Maísa.
Este é o lado bom de orientar muito e ser banca em muito mais. A gente mergulha em assuntos novos, não necessariamente relacionados com a área de atuação.
O lado ruim? Fiquei fora do ar por um bom tempo.
É que as bancas coincidiram com o período de reconhecimento de terreno na DBS. Reuniões com clientes, criação, aprovação e produção de campanhas emergenciais. Tudo junto ao mesmo tempo.
Hoje, por exemplo, passamos o dia na produção e cliques das fotos da coleção inverno da Someday. Foi bom demais, era o primeiro trabalho da modelo. Primeiro no Brasil. Até hoje, ela só tinha fotografado em NY, Londres, Milão e Tóquio. Dá para dizer que foi uma bela estréia em estúdio nacional.
E pra completar o quadro, estamos a alguns dias do Natal. Complicado isso. Natal sempre foi muito complicado, desde os tempos do medo do Papai Noel. A espera da hora dos presentes era angustiante.
Naquele tempo, as horas demoravam mais do que 60 minutos para passar. Hoje em dia, dão a impressão de gastarem cerca de 60 segundos para completarem o giro dos ponteiros. Se as horas voam, o ano viaja a jato.
Pronto. Falei de muitas coisas. Tudo misturado. Um texto bem ao contrário do que tento ensinar em sala de aula. Unidade e foco, gente. Sem foco, nada dá certo. Nem um simples post em um humilde blog. Foco, simplesmente, foco.
Este é o lado bom de orientar muito e ser banca em muito mais. A gente mergulha em assuntos novos, não necessariamente relacionados com a área de atuação.
O lado ruim? Fiquei fora do ar por um bom tempo.
É que as bancas coincidiram com o período de reconhecimento de terreno na DBS. Reuniões com clientes, criação, aprovação e produção de campanhas emergenciais. Tudo junto ao mesmo tempo.
Hoje, por exemplo, passamos o dia na produção e cliques das fotos da coleção inverno da Someday. Foi bom demais, era o primeiro trabalho da modelo. Primeiro no Brasil. Até hoje, ela só tinha fotografado em NY, Londres, Milão e Tóquio. Dá para dizer que foi uma bela estréia em estúdio nacional.
E pra completar o quadro, estamos a alguns dias do Natal. Complicado isso. Natal sempre foi muito complicado, desde os tempos do medo do Papai Noel. A espera da hora dos presentes era angustiante.
Naquele tempo, as horas demoravam mais do que 60 minutos para passar. Hoje em dia, dão a impressão de gastarem cerca de 60 segundos para completarem o giro dos ponteiros. Se as horas voam, o ano viaja a jato.
Pronto. Falei de muitas coisas. Tudo misturado. Um texto bem ao contrário do que tento ensinar em sala de aula. Unidade e foco, gente. Sem foco, nada dá certo. Nem um simples post em um humilde blog. Foco, simplesmente, foco.
22 novembro 2009
Sobre detalhes que não notamos que existem, mas que sentimos falta quando não estão lá.
Poderia falar da alegria que é poder caminhar normalmente, poder correr e pular. Coisas simples que só valorizamos quando estamos com aquela tala de gesso no pé.
Ou falar do silêncio, da tranquilidade de poder ouvir nada quando a gente está sozinho, mergulhado num bom livro. Uma situação corriqueira, que aprendi a valorizar somente quando passei a ouvir este interminável e infernal zumbido 24h.
Mas vou falar de uma coisa aparentemente banal, e que, um dia desses, senti uma falta monumental. Refiro-me ao bip do teclado da caixa automática do banco.
Você já teclou no terminal 24h do banco, sem o som das teclas? Sem o retorno de que seu toque no número foi recebido pela máquina? Pois é, você pressiona a tecla com a ponta do dedo indicador e fica sem saber se a máquina recebeu e compreendeu a informação que você transmitiu.
Comigo foi assim: teclei vários números correspondentes às senhas que sou obrigado a decorar – e que muitas vezes esqueço – e a máquina lá, na sua perturbadora mudez. Não emitiu um “ai” qualquer.
Nem mesmo uma mensagem na tela pra dizer: “continue, você está no caminho certo”. Ao final da operação, deu tudo certo. A máquina, antes indiferente a mim, resolveu me entregar os trocados pretendidos.
Confesso que, depois de pegar o dinheiro, conferir as cédulas e dar as costas para a máquina, ouvi uma risadinha eletrônica. Claro que não ousei girar a cabeça pra olhar pra trás. Achei por bem deixar aquele riso automático também sem resposta.
15 novembro 2009
Sobre advertainement
De novo, muito tempo sem um novo post. Indesculpável.
Neste tempo com o blog em silêncio, queria ter feito pelo menos um comentário sobre a palestra do Walter Longo, que eu não assisti. Havia reservado meu lugar há um mês, mas chegou a noite do evento e eu fiquei na agência.
Há muito tempo venho acompanhando as idéias do Walter Longo, incluindo muita coisa em minhas aulas, principalmente as de pós-graduação. Longo talvez seja nossa maior autoridade em advertainement, a prática de inserir o produto ou marca naturalmente no conteúdo editorial da TV.
Não se trata de meros merchandisings, que, de tão assíduos e descarados, não têm mais a pretensão de disfarçar o discurso. O advertainement, tão inteligentemente defendido por Longo, não utiliza esta técnica de interrupção tão comum na propaganda convencional.
Nele, a marca faz parte do enredo. A mensagem publicitária é passada como entretenimento.
Prometo que amanhã falo sobre isso.
Neste tempo com o blog em silêncio, queria ter feito pelo menos um comentário sobre a palestra do Walter Longo, que eu não assisti. Havia reservado meu lugar há um mês, mas chegou a noite do evento e eu fiquei na agência.
Há muito tempo venho acompanhando as idéias do Walter Longo, incluindo muita coisa em minhas aulas, principalmente as de pós-graduação. Longo talvez seja nossa maior autoridade em advertainement, a prática de inserir o produto ou marca naturalmente no conteúdo editorial da TV.
Não se trata de meros merchandisings, que, de tão assíduos e descarados, não têm mais a pretensão de disfarçar o discurso. O advertainement, tão inteligentemente defendido por Longo, não utiliza esta técnica de interrupção tão comum na propaganda convencional.
Nele, a marca faz parte do enredo. A mensagem publicitária é passada como entretenimento.
Prometo que amanhã falo sobre isso.
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