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01 setembro 2009

O dia em que o mundo caiu.


Se você pesquisar, certamente encontrará alguma previsão de Nostradamus narrando o dia, muito distante, em que as pessoas terão a nítida sensação de que o mundo desabou.

Nada funcionará. Ninguém conseguirá mais administrar seu próprio tempo. As pessoas ficarão confusas, esquecerão seus compromissos, não encontrarão mais as anotações que regem suas existências.

Um caos para milhões de vidas.

Um dia que vai entrar para as histórias. A história real e a outra. Sim, porque Nostradamus prevê que as pessoas terão vidas duplas. Uma concreta, outra imaginária. Uma real, outra virtual.

Hoje foi assim. O mundo caiu. Ou melhor, o Gmail caiu.

25 agosto 2009

Fala que eu não te escuto

Nos últimos dias, falei sobre política. Não que eu tivesse a intenção de fazer política partidária. Longe disso. O assunto foi mesmo a política nacional porque não deu pra fugir do tema. Só isso.

Mas mesmo falando das lambanças de Brasília, no último post deu pra fazer um pequeno gancho para as empresas que têm medo de entrar nas redes sociais. E o medo é um só: elas temem encontrar consumidores falando mal de suas marcas.

Cá entre nós. Você prefere que falem mal de você pelas costas, sem que você fique sabendo?

“Deixa que digam, o que pensam, o que falam, eu não to fazendo nada... “

Este tipo de raciocínio só dá certo na famosa música do não menos antológico Wilson Simonal. Por falar nisso, você sabia ele se deu mal no mercado fonográfico justamente pelo que começaram a falar dele nos bastidores? Aquela história de dedo-duro da ditadura, má fama que calou sua voz, arrasou sua carreira e que somente agora, há bem pouco tempo, foi devidamente esclarecida. E desmentida. Pena que já era tarde demais.

Então, já que estamos no terreno musical: “é preciso estar atento e forte”.

É preciso estar atento ao que falam sobre a sua marca. É preciso estar atento ao que falam sobre as marcas concorrentes. É preciso estar atento a tudo. E a todos. Assim, a sua imagem estará sempre forte.

E, pelo menos até os próximos 15 minutos, ainda não inventaram nada melhor do que a internet e suas redes sociais para monitorar a voz pública.

Os consumidores estão usando blogs, fóruns, twitter e outras ferramentas para ouvirem a opinião de pessoas que já consumiram determinado produto. Ou já assinaram contratos com determinadas empresas.

É a velha comunicação boca-a-boca, porém com monitoramento e métricas.

E se a empresa contratar alguém especializado em redes sociais poderá, inclusive, entrar naturalmente neste processo de comunicação, procurando – e muitas vezes conseguindo – alterar o rumo da conversa e moldar opiniões.

Mas atenção: no parágrafo anterior está escrito “alguém especializado”. Não basta entregar esta tarefa à filha, namorado da filha ou o estagiário, que vive na internet e tem um blog.

Imagine a cena: um bar lotado e você caminhando entre as mesas. Escutando tudo o que as pessoas conversam. E, de vez em quando, apresentando-se e pedindo para sentar e conversar um pouco.

É mais ou menos assim. Ou nem tanto. Ou nada disso. Depende de você.

22 agosto 2009

Monólogo na Internet


Eu sigo o Senador Mercadante no Twitter. Aliás, eu sigo os senadores mesmo fora do Twitter. Procuro ficar sempre informado sobre o que eles fazem com meu voto.

Ontem, o Senador Mercadante foi ao plenário, fazer um pronunciamento. Estava previsto que abriria mão da liderança do PT no Senado. Pelo menos essa era uma decisão anunciada por ele, antecipadamente, como algo inarredável. Falou bem assim, ou usou outra palavra qualquer para passar um conceito de decisão definitiva.

Mas como diz aquela canção: “o para sempre sempre acaba”. E leu no seu discurso uma tal carta do Presidente Lula a ele endereçada. Aquele tipo de carta que é escrita com um único propósito: que seja lida na frente das câmeras e ao alcance dos microfones.

Em outros tempos, as cartas eram mais pessoais. Em anos passados, as únicas cartas que se tornavam assunto geral eram as do tipo reveladoras, sempre divulgadas no último capítulo das novelas da Janete Clair. Mas isso já é outro assunto.

Vamos nos deter na carta do Lula para o Mercadante. Fui lá no site do Senador ler a tal missiva na íntegra. Encontrei que “estamos juntos há 30 anos travando as lutas que interessam ao povo brasileiro e mudando a história do País”.

E, como resultado das frases tão bem escritas, o Senador Mercadante voltou atrás na sua decisão, antes, definitiva. Resolveu continuar líder do PT no Senado. Em outras palavras, resolveu ficar contra a opinião pública, contra a opinião da militância do PT, contra a ética e a favor de Sarney.

Nesses tempos de Internet 2.0, lá no final da carta estava um link para comentários. Como bom brasileiro, resolvi deixar meu comentário. Como bom redator, resolvi caprichar. Foram poucas palavras, breves linhas. Mas sinceras, muito sinceras e respeitosas.

Meu comentário deve ter ficado à espera do moderador. E deve estar esperando até agora. Há pouco, resolvi conferir no site do Senador. Abaixo do texto da carta presidencial, está lá: 0 comentários.

O companheiro Mercadante censurou minha opinião. Como muitos, ele também não quer ouvir a opinião pública, a não ser que ela, claro, concorde com ele.

É mais ou menos o que acontece com muitas empresas que não querem ficar de fora da onda colaborativa e se aventuram em redes sociais. Porém não querem ouvir críticas. Não estão preparadas para as críticas. Aliás, detestam as críticas.

Esquecem, ou não sabem, que Internet é conversação. É diálogo. É troca de opiniões. E elas nem sempre vem do jeito que a gente espera. Ou que gostaria de ouvir.

Se falam mal da sua marca, ouça as pessoas. Converse com elas. E tire da opinião de seus clientes as soluções e correções para o seu produto.

Simples assim, Senador.

21 julho 2009

A velha e boa TV conta histórias como ninguém



Transcrevo, copio, colo, chupo, dou Control+V e assino embaixo das palavras de Fernand Alphen, diretor de Branding, Planejamento e Pesquisa da F/Nazca:

“A TV não é um meio ultrapassado. A Internet ou qualquer tecnologia interativa é péssima para contar histórias. História exige linearidade e passividade do lado de quem está ouvindo. Tem horas que só queremos uma boa história e para isso, a TV é imbatível. Mas, às vezes, a gente quer atuar, daí, a gente vai chafurdar na internet.”

Mais uma opinião, e de peso, que atesta: mídia nova não mata mídia velha. Apenas a força a se repensar e reestruturar. Tem público para todos. Briefings e idéias também.

30 junho 2009

A Internet não pode esquecer as pessoas

A comunicação na Internet, tão jovem, já está sofrendo um sério risco. Um perigo que a própria propaganda já enfrenta há muitos anos.

Falo da autoalimentação, ou seja, buscar referências apenas nela mesmo. Explico: fala-se tanto em Orkuts, Twitters, Blogs, Flickers e outras mídias sociais, que se corre o risco de falar, falar e pouco fazer.

Este sempre foi o erro de muitos publicitários e suas agências convencionais. A propaganda alimentada pela propaganda. Comercial servindo de matéria-prima para comercial.

A Internet pode estar tomando este rumo. Estamos tão encantados com a web e suas possibilidades que podemos acabar esquecendo todo o resto.

É preciso ter muito claro e presente que a maior referência é a vida, são as pessoas. É preciso levantar os olhos e enxergar além do monitor.

Claro que é válida toda esta troca de informações e estudos sobre a Internet e suas ferramentas. Mas não perder de vista as pessoas é vital. Simples assim.


23 maio 2009

Internet, interação e controle social

Hoje participei do EDITED, Encontro de Design e Tecnologia Digital, que aconteceu aqui em Floripa, no Centrosul. A primeira palestra do dia foi feita pelo Frederick van Amstel, um jovem de Curitiba com nome estranho mas um conhecimento profundo em internet e interação. É dele o blog Usabilidoido, muito conhecido no meio da comunicação digital.

Na palestra, Fred analisou a tecnologia como ferramenta de controle social, um controle que não será exercido por um grande irmão (Big Brother da obra 1984, de Orwell) mas sim por milhares de pequenos irmãos que se vigiam mutuamente pelas redes sociais.

O desejo inerente ao ser humano de controlar as relações sociais fez (faz e fará) surgir inúmeras aplicações 2.0 para ampliar ainda mais o poder de ação dos indivíduos.

Nesse cenário, o foco deixa de ser o objeto tecnológico e passa a ser a própria interação entre pessoas, uma interação possibilitada e mediada pela ferramenta.

Assim, tudo é interação social, mas com ela vem o controle. Você tem um celular não porque você deseja, mas porque as demais pessoas com as quais você se relaciona querem.

A interação, seja por meio de um papo no bar ou no Twitter é uma necessidade. Viver é interagir.

E, agora, a minha conclusão: temos que tomar o máximo cuidado para não passarmos de pessoas para simples profiles.

18 maio 2009

Velhas novidades


Fui convidado para ministrar uma palestra lá na Univali sobre novas mídias. Estou naquela fase que antecede a montagem da palestra, quer dizer, pensando em tudo e não fazendo nada.

Pensando bem, este termo “novas mídias” de novo não tem nada. Houve um tempo, distante para quem tem 19 ou 20 anos, afinal representa metade da sua vida, em que uma simples placa em lata de lixo era considerada uma nova mídia. Ou mesmo uma toalha promocional na mesa de um bar.

Hoje tudo isso é ideia velha, do tempo em que nem se pensava em grafar ideia sem acento. O tempo passou rápido e novas mídias surgiram deixando aquelas velhas novas mídias coisa de ontem ou de antes de ontem.

É claro que vou focar minha palestra na Internet. É claro que vou falar bastante sobre mídias sociais. É claro que vou fazer chover no molhado.

Internet é mídia nova? Pode ser, mas não tão nova assim. A velocidade com que ela está se transformando é tão alucinante que a novidade de hoje pela manhã não impressiona mais ninguém no final da tarde.

Alguns profetizam que o jornal e as revistas impressas em papel sumirão do mapa em 2020. Outros, não menos estudiosos do universo midiático, duvidam disso.

A verdade é que nós todos, os publicitários e as pessoas sadias, estaremos convivendo harmoniosa e pacificamente com as mídias da nossa época. Sejam elas chamadas de tradicionais, novas, off-line ou on-line.

Tudo é mídia. Tudo é mensagem. Tudo é novo. Tudo é velho.

13 abril 2009

Tendência ou obrigação?



Alguns dias sem escrever por absoluta falta de tempo e de assunto. Hoje volto ao blog, porque tenho tempo. Quanto ao assunto, este é um item que continua em falta apesar de que o velho mundão continua com suas barbaridades. O BBB terminou. Começa hoje uma nova novela. Faustão continua sem solução. As agências de propaganda tradicionais continuam com seu velho discurso de comunicação integrada, comunicação total, comunicação etc e tal. E a Internet continua bombando.

Enquanto isso, em SP, as agências de ponta, que sempre ditam as tendências, anunciam a abertura de seus núcleos de comunicação digital. Não dá mais pra fingir que a web é uma midiazinha de jovens sem nada mais sério para fazer do que navegar e bater papo.

Hoje mesmo, no final da tarde, passei em uma agência e bati um papo interessante, ou melhor, no meio do papo ouvi uma pergunta interessante: abre aspas – Então, quer dizer que as empresas podem usar o Orkut pra anunciar? Como se faz isso? Nunca notei! – fecha aspas.

Pois é. Pelo menos este meu amigo foi sincero e deixou bem claro que não tem idéia de como utilizar o Orkut, por exemplo, em uma campanha para um cliente. Rapidamente comentei com ele algumas maneiras de utilizar a net para reforçar o relacionamento entre marcas e pessoas.

A Internet, e suas Mídias Sociais, estão aí dando sopa para completar os planos de comunicação que as agências vendem para seus clientes. Que tal acrescentar no seu plano uma pitadinha de Orkut, um leve tempero de Flickr, um toque de Twitter ou uma boa dose de Ning?

Está mais do que na hora de as nossas agências montarem seus núcleos de comunicação digital. O campo de trabalho para nossos profissionais ampliaria, assim como aumentaria a eficiência de nossas campanhas.

14 janeiro 2009

Direto de Brasília

Estou ausente há alguns dias. Ausente do blog e de Floripa. Estou em Brasília a trabalho. Um workshop que faz parte do planejamento estratégico que estamos fazendo para as 3 empresas do grupo: IEA, Knowtec e Talk. A sede da Talk fica aqui em Brasília, onde temos, seguramente, a melhor equipe de comunicação digital e redes sociais do país. Aproveito a vinda para assimilar um pouco desta expertise da equipe. Eles são feras no que fazem. Arquitetos de informação, designers, blogueiros, planejadores, analistas e especialistas em redes sociais. Estão sendo dias cansativos, com atividades das 9h às 22h, mas está valendo a pena. Em próximos posts pretendo transmitir um pouco do que assimilei por aqui.

08 dezembro 2008

Revolução virtual

Você tem notado como a Internet se posicionou como um poderoso agente de mudança devido à sua penetração e integração à vida das pessoas? A Internet vem mudando a maneira como as marcas falam para seus consumidores: o que acontece com a pessoa, e se ela interaje com esse meio. Até bem pouco tempo atrás, podíamos falar diretamente com os consumidores por meio da mídia de massa, persuadindo-os a acreditar no valor do produto. Com a Internet, isso mudou. Há um novo papel, o modelo de persuasão tradicional já não funciona mais. Não temos mais, unicamente, a voz da marca, mas a voz das pessoas. E esta é uma mudança fundamental. A Internet está revolucionando a comunicação de marcas e produtos. De presidentes a biscoitos.

02 novembro 2008

Os mais buscados

Confesso: o assunto deste post nasceu do Pretinho Básico. Confesso de novo: ando escutando o PB na Atlântida FM, quase todas os dias, no caminho para a Estácio, ali perto do final do dia. Em meio a tanta bagunça, típica do programa, um dos caras faz a pergunta: vcs sabem quais os assuntos mais buscados no Yahoo? E ele contou quais eram. Não acreditei e fui conferir. O PB tinha razão. Anote aí: gravidez da Ivete Sangalo, sequestro da Eloá, vídeos da Maísa, sobrinha da Gretchen e Mulher Melancia são os Top Five. Caramba! Será que não existe nada mais interessante pra buscar na net? Alguém já disse um dia que o grande problema da humanidade seria a falta de assunto. Aí você me pergunta o que tem a ver este papo com a propaganda. E eu respondo: tudo. Este povo que anda atrás de noticias sobre a Maísa, mais uma catástrofe infantil fabricada pela mídia, é o que a gente chama em nosso planos de comunicação de público-alvo. E entender a cabeça deles é nosso desafio. Complicado assim.

29 outubro 2008

www.texto 2

Como escrever pra Web? Como criar uma campanha na net? Comece tendo uma grande idéia. Uma idéia simples, fácil de entender e que dê vontade de espalhar para os amigos. Depois pense na melhor forma de contar a sua idéia: hotsite, banners, vídeos virais, e-mail marketing etc. Lembre-se que não existem fronteiras entre a internet e a cabeça do internauta. Faça do seu texto um diálogo com o consumidor. Escute, ouça, aprenda com ele. Em tempos de Web 2.0 e conteúdos colaborativos, ele deixou de ser um simples receptor, é parte importante da mensagem. Evite bombardeá-lo com fatos frios sobre seu produto. Como bem diz o Zeca Martins: conquiste, não estupre. Simples assim.

28 outubro 2008

www.texto

Fiz questão de incluir a criação para Internet na disciplina de Redação Publicitária I, lá da Estácio. E passei algumas dicas, acredito que boas, sobre como o redator – e o web designer – devem tratar as mensagens veiculadas na WEB. Cada meio com a sua linguagem. Isso é sagrado, tanto para campanhas off quanto on-line.

Na WEB, mais do que em qualquer outro meio, é importante entreter o público. Encontrar uma brecha no briefing para uma abordagem diferente. Textos curtos, divididos em parágrafos também curtos. Leitura na Internet é uma passada de olhos sobre as frases. Quase ninguém lê um texto no monitor até o final, por isso é tão importante colocar a informação principal lá no início, para ser lida.

Amanhã este post continua, afinal se ele fosse longo você iria até o final?