Um dia, há bons anos, em um livro do Alex Periscinotto, fiquei sabendo que ele mantém na parede do escritório fotos de algumas pessoas que foram importantes na sua vida profissional e pessoal. Não lembro quem eram as pessoas dos quadros (depois pego o livro - que tempos após a primeira leitura encontrei em um sebo - e procuro os nomes), mas isso ficou gravado na minha cabeça. Tanto que acabei por copiar esta homenagem na parede. E, hoje, tenho aqui três pessoas me olhando enquanto luto contra as teclas. Três quadros simples, em preto fosco, emoldurando figuras geniais, donos de um raro talento para selecionar e combinar palavras. Mario Quintana e Luis Fernando Veríssimo me encaram com seriedade e olhos desconfiados. Desafiadores. Caetano Veloso prefere se mostrar de perfil, procurando cobrir com as mãos a gargalhada indisfarçável. A parede branca é grande, logo eles receberão companhias.