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18 maio 2009

Velhas novidades


Fui convidado para ministrar uma palestra lá na Univali sobre novas mídias. Estou naquela fase que antecede a montagem da palestra, quer dizer, pensando em tudo e não fazendo nada.

Pensando bem, este termo “novas mídias” de novo não tem nada. Houve um tempo, distante para quem tem 19 ou 20 anos, afinal representa metade da sua vida, em que uma simples placa em lata de lixo era considerada uma nova mídia. Ou mesmo uma toalha promocional na mesa de um bar.

Hoje tudo isso é ideia velha, do tempo em que nem se pensava em grafar ideia sem acento. O tempo passou rápido e novas mídias surgiram deixando aquelas velhas novas mídias coisa de ontem ou de antes de ontem.

É claro que vou focar minha palestra na Internet. É claro que vou falar bastante sobre mídias sociais. É claro que vou fazer chover no molhado.

Internet é mídia nova? Pode ser, mas não tão nova assim. A velocidade com que ela está se transformando é tão alucinante que a novidade de hoje pela manhã não impressiona mais ninguém no final da tarde.

Alguns profetizam que o jornal e as revistas impressas em papel sumirão do mapa em 2020. Outros, não menos estudiosos do universo midiático, duvidam disso.

A verdade é que nós todos, os publicitários e as pessoas sadias, estaremos convivendo harmoniosa e pacificamente com as mídias da nossa época. Sejam elas chamadas de tradicionais, novas, off-line ou on-line.

Tudo é mídia. Tudo é mensagem. Tudo é novo. Tudo é velho.

13 abril 2009

Tendência ou obrigação?



Alguns dias sem escrever por absoluta falta de tempo e de assunto. Hoje volto ao blog, porque tenho tempo. Quanto ao assunto, este é um item que continua em falta apesar de que o velho mundão continua com suas barbaridades. O BBB terminou. Começa hoje uma nova novela. Faustão continua sem solução. As agências de propaganda tradicionais continuam com seu velho discurso de comunicação integrada, comunicação total, comunicação etc e tal. E a Internet continua bombando.

Enquanto isso, em SP, as agências de ponta, que sempre ditam as tendências, anunciam a abertura de seus núcleos de comunicação digital. Não dá mais pra fingir que a web é uma midiazinha de jovens sem nada mais sério para fazer do que navegar e bater papo.

Hoje mesmo, no final da tarde, passei em uma agência e bati um papo interessante, ou melhor, no meio do papo ouvi uma pergunta interessante: abre aspas – Então, quer dizer que as empresas podem usar o Orkut pra anunciar? Como se faz isso? Nunca notei! – fecha aspas.

Pois é. Pelo menos este meu amigo foi sincero e deixou bem claro que não tem idéia de como utilizar o Orkut, por exemplo, em uma campanha para um cliente. Rapidamente comentei com ele algumas maneiras de utilizar a net para reforçar o relacionamento entre marcas e pessoas.

A Internet, e suas Mídias Sociais, estão aí dando sopa para completar os planos de comunicação que as agências vendem para seus clientes. Que tal acrescentar no seu plano uma pitadinha de Orkut, um leve tempero de Flickr, um toque de Twitter ou uma boa dose de Ning?

Está mais do que na hora de as nossas agências montarem seus núcleos de comunicação digital. O campo de trabalho para nossos profissionais ampliaria, assim como aumentaria a eficiência de nossas campanhas.

04 abril 2009

A propaganda agoniza

Você achou interessante o título deste post? Então, dê uma conferida no artigo que publiquei lá no site da Criação Catarinense. Nem tanto pelo próprio artigo, mas muito pelo conteúdo do site: portfolios,noticias, dicas e artigos, é claro. O site é uma iniciativa do pessoal de criação das agências catarinenses. Vale a pena dar uma olhada, nem que seja por simples curiosidade (apesar de eu ter certeza de que vc o colocará entre seus favoritos).

25 março 2009

Admirável mundo novo

Hoje em dia, estamos em todos os lugares simultaneamente e até mesmo conseguimos a proeza de não estarmos presente onde fisicamente estamos. Eu explico. A Internet trouxe com ela uma mudança tremenda no comportamento humano e nas relações sociais. Orkut, Twitter, Flickr, MySpace, Skype e MSN, só para citar alguns, nos deixam permanentemente na vitrine do mundo. O resultado é algo como “eu sei quem você é, o que pensa, o que viu, o que está fazendo ou com quem você se relaciona”. Vivemos conectados. Vivemos passando informação, recebendo ou multiplicando. O limite entre o assunto público e o privado ficou muito tênue. Não pretendo emitir qualquer juízo de valor. Se isso é bom ou ruim, cabe a cada um refletir. A verdade é que, com a Internet e suas Mídias Sociais, nós perdemos a capacidade de estar sozinhos. Simples assim.

22 janeiro 2009

Midias Sociais na Publicidade

Um painel que deu o que falar e pensar. No começo, eu estava discordando de quase todos. Não concordo com a ideia de que a internet e as mídias sociais resolvem todos os problemas para as marcas. Não dá para afirmar tão taxativamente que colocar a marca na novela das 8 é jogar dinheiro fora, e que o correto é usar mídias sociais. Se existe uma lei que vale para a propaganda é a “Lei do Depende”. Depende da marca, depende do público, depende do cenário.

De repente caiu a ficha nos participantes da mesa e tudo clareou quando um dos painelistas afirmou que “todas as mídias são coadjuvantes: da TV ao blog”.

Também penso assim. Todas são válidas, de acordo com a necessidade e estratégia adotada.

Algumas questões levantadas: e se neste diálogo com o consumidor surgirem muitas críticas à empresa? O que fazer? Publicar os comentários negativos ou censurar? Patrocinar/comprar posts em blogs é válido ou é enganação? Ter a marca ou ação comentada em meia dúzia dos principais blogs do país representa o sucesso do case?

Desta discussão saiu uma unanimidade: é preciso transparência nesta conversa com o consumidor.

Também ficou claro que a comunicação na internet não é para amadores. É preciso talento orientado, conhecimento, expertise.

Resumo da ópera: a comunicação com o consumidor entrou em uma “era de diálogo”. Um caminho sem volta. Não podemos esquecer que o tal consumidor é uma pessoa, e pessoas adoram dialogar, dar suas opiniões, serem ouvidas.

Mas mesmo em épocas de diálogos e ações colaborativas, o que vale é a ideia. Mudam as ferramentas, mudam as estratégias e ela continua importante, essencial e vital como sempre. Ideia, sempre a ideia. Simples assim.