19 julho 2009

O silêncio

Uma semana sem escrever um post. Ou mais. Ou um pouco menos. Não parei pra fazer as contas de quantos dias este blog ficou em silêncio. Durante todo este tempo só o eco das palavras já ditas. Bem ditas? Mal ditas? Não sei e nem quero saber.

Raras vezes visitei meu blog apenas para ler minhas frases passadas. Pra falar a verdade, acho que foram duas vezes apenas. Li meus primeiros posts. Gostei do que li. Não pelo estilo, pelo jogo de palavras ou pelas mensagens. Nada disso. Gostei porque eu estava estreiando uma nova (para mim) maneira de escrever. Mais solta, mais minha, mais descompromissada com o leitor.

Bem diferente de escrever um anúncio onde tudo é voltado para quem lê. Sempre encarei meu blog (viram o pronome possessivo ali?) como um instrumento a serviço do meu (de novo!) prazer de escrever.

Aliás (sempre quis usar esta palavra em alguma frase), no primeiro post falei exatamente isso: escreveria aqui o que eu desejasse, afinal era a primeira vez que escrevia sem briefings ou encomendas. E gostei tanto de escrever os posts que não parei mais.

Ou melhor, parei uma semana atrás. Mas, agora, retomo o blog, mesmo sem assunto. Na verdade, pretendia escrever sobre o silêncio. Sobre como o silêncio comunica. Como o silêncio passa suas diversas mensagens.

Mistério. Suspense. Emoção. Êxtase. Solidao. Ausencia.

Paro por aqui porque o teclado nao esta mais colocando acentos nas palavras. E silencio tem circunflexo.

4 comentários:

Kelly Veiga disse...

Um tempo sem postar, um silêncio.
Mas não esqueça daquele texto que diz "Hoje é dia sim, pelo menos ontem foi dia não" Pois é com essa frequência que passo por aqui!

Beijos!

Fernanda disse...

Gostei do jogo de palavras também, tem que ser mestre pra fazer uma jogada dessas com sentido.
Com relação a periodicidade dos posts, a vida é corrida, ou a gente corre da vida, e nessa trajetória, as vezes nos esquecemos dos detalhes. E as vezes são eles que fazem toda a diferença. Não quero justificar, mas já me justificando... também tô ausente dos meus dois blogs :P.

disse...

No silêncio cabem tantas coisas. Ele é a lacuna que complementa o gesto. É o incentivo das palavras que já não cabem (ou servem).
Nele a gente se ouve.

Beijão, Palermo!

Rafael Leite disse...

Um texto, como sempre, muito bom!
Parabéns! Não só pelo post ou pelo blog, mas pelo talento.
Guri bom!