10 fevereiro 2009

Mudando de assunto


O conceito de usabilidade está em alta. Seja a usabilidade de um complexo software ou mesmo de um manual de instruções de um centrifugador de vegetais, por exemplo. Mas o que tem a ver um sistema rodando com uma cenoura sendo triturada? Ora, as duas ações são realizadas por pessoas. Tudo funciona apertando botões, seja em um painel de eletrodoméstico ou em um moderno mouse sem fio. E quem aperta estes botões? Acertou! A gente, isso é, gente como eu, você e sua tia. A conclusão é simples: se são as pessoas que acionam, utilizam e se beneficiam das ferramentas, estas devem ser descomplicadas o bastante para facilitar seu uso. Quer dizer, tudo deve ser feito pensando nas pessoas, o nosso famoso público-alvo. Engraçada esta definição: público-alvo. Temos que atirar e acertar nele. Na cabeça. E este é o problema, pensamos nele como mero alvo e não como pessoa. Quantas vezes por dia você encontra seu público-alvo na rua, ao vivo e em cores, e passa por ele sem perceber sua presença? Quando você vai ao supermercado, o seu público está lá, circulando entre gôndolas e ofertas, comparando preços e embalagens de sabão em pó. Quando você pára seu carro no sinal, seu público-alvo pode estar ali ao lado, sonolento em um ônibus lotado. Quando você entra em um prédio, seu público-alvo pode estar ali, disfarçado de um anônimo e invisível porteiro. Público-alvo não deve ser lembrado apenas na hora de ler um briefing ou traçar um plano de comunicação. Ele deve ser estudado, valorizado e respeitado a cada dia, a cada minuto, a cada encontro com qualquer pessoa. Porque, um dia, você estará falando com ela por meio do produto ou da campanha que você criou. E quando você falar, tomara que seja entendido.

2 comentários:

Jessica Bizinelli disse...

É. Simples assim. (:

Kelly Veiga disse...

É. Simples assim. [2]

Saudades, Banca!

Beijo no coração!

hauhauhuah
(lembrei daquele post)